Para quem adora visitar museus, o Museu da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, é muito mais do que interessante. São 7.500 peças em seu acervo, sendo que as mais antigas, são datadas do século XVIII. Estes objetos ajudam a contar a história da primeira instituição de saúde da capital paulista, onde fica o maior hospital beneficente da América Latina. O prédio da Santa Casa de Misericórdia por si só já é uma verdadeira obra de arte, em estilo gótico e tijolos aparentes; foi inaugurado em 1884 com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, e destaca-se como uma dos mais belos edifícios da capital paulista.
O museu fica situado antiga clausura de freiras, ala até pouco tempo atrás proibida para visitação, e conta com mais 8 alas específicas. A exposição conta a evolução da Medicina em São Paulo por meio de objetos utilizados no dia a dia da irmandade, instalada na capital há mais de 400 anos. A ala mais procurada do museu recebe cerca de 30 visitantes por dia, principalmente estudantes de Medicina e Farmácia – é a dedicada ao acervo médico, que conta com 1.800 peças entre macas de palha da década de 1920, balança pediátrica do século XIX, máscaras para anestesia geral feitas de metal, etc.
Uma das grandes atrações da exposição é a Roda dos Expostos – móvel que por 125 anos (entre 1825 e 1950) recebeu crianças abandonadas. Enquanto funcionou, mais de 4.000 crianças foram deixadas dentro da roda – que tinha saída para a rua -, para serem recebidas no orfanato da instituição.
O museu da Santa Casa de Misericórdia fica na Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 112, Centro de são Paulo – Funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. A entrada é gratuita. Mais informações no site da Santa Casa.
* O acervo do Museu é só para visitação e não para pesquisas, o acervo não tem Biblioteca;
* Não é permitido entrar com sacolas e nenhum outro volume que coloque em risco as peças do museu;
* É proibido fotografar e filmar com ou sem flash;
São Paulo é o maior pólo cultural do Brasil e por isso detentor de um grande número de museus. Se você gosta de tatuagem e for visitar a maior metrópole da América Latina, não deve deixar de conhecer o Museu Tattoo Brasil, também conhecido como Museu da Tatuagem.
Considerado um dos museus mais curiosos do Brasil, o Museu Tattoo Brasil está situado dentro de um prédio tombado como patrimônio histórico da Cidade de São Paulo e foi inaugurado em 2004 durante a primeira edição do famoso São Paulo Tattoo Festival; evento que acontece anualmente em março e traz muitos artistas de várias partes do mundo.
O Museu Tattoo Brasil ou Museu da Tatuagem apresenta mais de 500 itens que mostram a história e a evolução da tatuagem no Brasil. Criado pelo pelo colecionador e tatuador profissional Elcio Antonio Sorrentino Sespede, conhecido como Polaco, o museu tem como objetivo informar a origem e a evolução da tatuagem , costumes e usos, mostrando que esta ornamentação dos corpos está presente como uma forma de linguagem do ser humano há milênios.
O Museu Tattoo Brasil está localizado no Estúdio Polaco Tattoo e para visitação é necessário prévio agendamento.
Museu Tattoo Brasil
Rua 24 de Maio, 225 1ºandar – conjunto 1
Centro – São Paulo – SP – Brasil
Telefone: 00 55 (11) 3222-8049
Horário: Consulte
Site: www.museutattoobrasil.com.br
Um dos hotéis mais comentados do momento é o Hotel Sheraton Huzhou Hot Spring Resort, situado em Zhejiang, China. O hotel que faz parte da rede Sheraton é denominado como um resort tropical e dispõe de 321 espaçosos quartos, incluindo 44 suites. O que mais atrai a atenção no empreendimento é a arquitetura diferenciada em forma de ferradura. O hotel é tão grandioso que pode ser avistado ao longe de diversos pontos da cidade.
O Hotel Sheraton Huzhou Hot Spring Resort, como era de esperar oferece todas as comodidades aos hóspedes, no que incluem-se uma grande mesa de trabalho com cadeira ergonômica, internet sem fio de alta velocidade, uma televisão com ecrã plano LCD, etc.
O banheiro de mármore inclui uma banheira de imersão e chuveiro de grandes dimensões que produz uma ducha com efeito de chuva tropical. As acomodações possuem decoração moderna e o hóspede poderá optar por quartos com vista para cidade, vista para o lago, e varandas privadas.
Por se tratar de um spa resort, o hóspede tem acesso a diversos tratamentos e cuidados de beleza, no que incluem a utilização das instalações uma sala de vapor, saunas e banheira de hidroterapia em cada vestiário. Recomenda-se que seja feito reserva de horário antecipadamente para poder usurfuir dos serviços do spa.
Para além do spa, o hóspede poderá usufruir do centro de fitness que oferece máquinas de alta tecnologia, equipamentos para exercícios aeróbicos e uma área de alongamento, logo após se desejar poderá desfrutar de um refrescante mergulho na piscina interior ou na piscina ao ar livre.
Um dos pontos turísticos mais procurados dos últimos anos é o parque Keukenhof, situado a aproximadamente 30 minutos de Amsterdã, Holanda. O local tem várias particularidades como estar aberto apenas durante 8 semanas anuais e ser considerado o maior jardim de flores do mundo.
Também conhecido como o Jardim da Europa, o parque abriga mais de 7 milhões de flores que são plantadas anualmente,com o objetivo de proporcionar aos turistas nacionais e estrangeiros, a mais bela e inesquecível experiência ligada a natureza. Para além dos jardins ao ar livre, o parque contém ainda 4 pavilhões que abrigam as flores mais exóticas do mundo.
Keukenhof – Maior jardim de flores do mundo
O parque Keukenhof atrai anualmente mais de 800 mil pessoas, que fazem a visitação apenas nas 8 semanas em que o mesmo permanece aberto ao público. Os interessados em visitar podem adquirir os bilhetes já no aeroporto internacional de Schiphol. O bilhete dá direito ao transporte de ida e volta de ônibus entre o parque e o aeroporto e custam por volta de 29 Euros. O bilhete pode também ser adquirido no site oficial. Este ano o parque Keukenhof estará aberto entre 20 de Março a 17 de maio de 2015.
Keukenhof – Maior jardim de flores do mundo
Bom lembrar que deve-se dedicar um dia inteiro para a visitação, já que para além de ser extremamente grande, o parque foerece aos visitantes toda uma infra estrutura com restaurantes, cafés, barracas de alimentação, playgrounds e mini-fazendinha dedicada às crianças.
Ultimamente dois tipos de turismo tem se destacado no Brasil, um deles é o Turismo Étnico-Afro e o outro é o Turismo Quilombola. O Turismo Étnico-Afro oferece roteiros específicos onde o turista possa visitar cidades como Salvador na Bahia, onde 80% da população é afro-descendente e onde é possível conhecer mais sobre a cultura brasileira e a miscigenação com o povo negro; ou seja, é um tipo de turismo direcionado para o conhecimento do estilo de vida, cultura e costumes de um determinado povo.
O Turismo Quilombola, oferece roteiros turísticos onde o turista poderá visitar os famosos Quilombos, locais de refúgio dos escravos africanos fugitivos e afrodescendentes no Brasil entre os séculos XVI e XIX. Os Quilombos existiam em todo o Brasil,e ainda hoje muitos se mantém como comunidade.
Zumbi dos Palmares – Obra de Antônio Parreiras (1860–1937) – Wikipédia
O mais famoso de todos foi o Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga, na então Capitania de Pernambuco, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado brasileiro de Alagoas; onde seu líder, Zumbi chegou a liderar milhares de pessoas residentes do Quilombo. Atualmente onde era o Quilombo dos Palmares encontra-se o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, onde existe a comunidade quilombola Muquém, grandes mestres da cerâmica típica local; além desta comunidade a região mantém outras comunidades de igual importância para a história dos Quilombos.
Um dos roteiros famosos da região dos Palmares, é o “Caminho da Liberdade” onde cultura, natureza, ecologia, animais e história estão presentes em cada recanto! Porém este não é o único local no Brasil, onde se pode conhecer mais sobre os Quilombos, o Vale do Ribeira, localizado no sul do estado de São Paulo, abriga ainda muitas comunidades indígenas e quilombolas, e onde o turismo Quilombola tem se tornado uma fonte atrativa de visitantes para a região.
Se desejar mais informações poderão visitar o site:
Ultimamente tenho visto muitos lançamentos de livros de viagens, e confesso que por vários motivos adoro este gênero de leitura. Gosto de livros de viagens primeiro porque por si só o próprio ato de ler nos faz viajar mentalmente e desligarmos mesmo que momentâneamente do presente, e segundo porque grandes idéias para futuras viagens podem surgir após a leitura destes livros. Sem esquecer que também acabamos muitas vezes por descobrir através dos livros, um lugar que com certeza iriamos detestar conhecer. Através da experiências dos autores, é possível descobrir coisas boas e coisas menos boas sobre diversos lugares e isso ajuda muito na hora de escolher nosso próximo destino de férias.
Hoje fiz uma breve seleção de alguns livros que acho interessante e que acredito trazerem boas informações para quem adora viajar ou para quem simplesmente quer conhecer algo mais sobre algum local inusitado, veja abaixo a descrição de cada um deles.
* Livro – 101 Viagens Românticas (Ediouro)
Elaborado a partir de dicas de filmes e de viagens paradisíacas, com dados das duas melhores publicações de turismo do país – o Guia Quatro Rodas e a revista Viagem e Turismo, os 16 capítulos deste livro dão idéias para sonhar, arrumar as malas e viver, ao lado da pessoa amada, dias inesquecíveis de namoro.
* Livro – GNT – Mundo Afora (Ed. Globo)
Em sua temporada como apresentadora do programa “Oi Mundo Afora”, exibido pelo canal GNT (Globosat) em 2006, Mel Lisboa teve a oportunidade de conciliar três paixões – fotografia, o interesse por novas culturas e viagens. Este livro mostra a jornada da atriz mundo afora. De Los Angeles a Tortola, no arquipélago das Ilhas Virgens Britânicas. De Paris a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Do Deserto de Atacama, no Chile, ao Canal do Panamá. A atriz garimpou preciosas dicas para o viajante que se interessa pelos passeios tradicionais e por aqueles que não estão nos roteiros convencionais de viagem. E foi além – nos intervalos das gravações, registrou suas impressões num inspirado “diário de bordo”. O livro reúne fotos clicadas pela própria autora.
* Livro – Inesquecível – Histórias de viagem contadas por quem sabe (Ediouro) – Caio Fernando de Abreu
Viajar a passeio é sempre legal. Em boa companhia, tanto melhor. Pois nesse livro estão as melhores companhias com que se poderia sonhar: grandes escritores descrevendo suas andanças pelo mundo. Luiz Fernando Verissimo em Paris, Paulo Francis na Holanda, Flávia Varella em Santiago de Compostela (tendo paulo Coelho como guia) e muito mais. São crônicas e reportagens publicadas nas revistas Realidade, Quatro Rodas, Veja, Vip, Playboy e Viagem e Turismo, de 1967 até hoje. Nesse período de quase quatro décadas, o mundo mudou drasticamente. Os textos, produzidos no calor dos acontecimentos, têm hoje grande valor histórico.
* Caminhos da Fé – Santiago de Compostela Via Portugal (Ed. Panda Books)
Trilhar o Caminho de Santiago de Compostela é um ato de fé para todo peregrino. Mas nem todo viajante dispõe de 30 dias para fazer a caminhada pela conhecida rota francesa. A jornalista Marilu Torres, pioneira em matérias de turismo na TV brasileira, mostra que existe uma rota alternativa, quase um atalho, para o túmulo do apóstolo através das terras de Portugal. Além de ser uma rota reconhecidamente histórica, o Caminho de Santiago via Portugal nos dá a sensação de caminhar “em casa”, falando a mesma língua, provando os sabores da terra, conhecendo os costumes de nossos antepassados. Há também a vantagem de se fazer a peregrinação em menos tempo. Partindo do Porto são 260 quilômetros possíveis de se percorrer em 10 dias. No DVD que acompanha este livro você verá a viagem da autora, os depoimentos de especialistas e peregrinos, e as várias rotas portuguesas que compõem os misteriosos Caminhos da Fé. “São caminhos de reflexão, religiosidade e beleza”, diz Marilu.
* Livro – Mari na Inglaterra – Como Estudar na Ilha… E se Divertir Fora Dela (Ed. Thesaurus)
É importante conseguir uma bolsa para estudar no exterior? Como escolher onde morar? Que fazer quando colegas de habitação criam problemas? E um estágio, como conseguir? Estudantes brasileiros podem trabalhar lá fora? Onde comprar mais barato? E quais as dicas para viajar sem gastar muito? A essas e a outras perguntas, a jornalista Mariana Caminha responde em Mari na Inglaterra, um texto prazeroso e bem-humorado sobre o dia-a-dia de quem viveu dois anos em uma terra estrangeira. Sobre os dezoito países que conheceu, a autora parodia a legenda dos argonautas: “Se, para eles, ‘navegar é preciso, viver não é preciso’, para mim, estudar é preciso… mas viajar também”.
* Guia Da Cidade Maravilhosa (Ed. Ciência Moderna) – Ivo Korytowski
Neste guia você encontrará todos os ‘cartões postais’ do Rio: Corcovado, Pão de Açúcar, Praia de Copacabana, Jardim Botânico. Mas encontrará muito mais do que isso. Você verá que o Rio não é só praia, samba e futebol: temos arquitetura, temos história, temos alguns ótimos museus, temos centros culturais, temos parques, temos florestas, temos trilhas, temos a Lagoa, temos balés e óperas, temos vida noturna, temos vida diurna, temos igrejas barrocas & rococós & neoclássicas & modernas, temos fortalezas, temos restaurantes centenários e confeitarias idem, temos um pedacinho do Nordeste, temos bondinhos, temos passeios de barco pela baía, temos a Academia Brasileira de Letras… tudo isso a gente vê por aqui.
Sou uma eterna apaixonada pela cultura Judaíca e por toda a história que envolve o povo Judeu e a Inquisição, por isso esta notícia me deixou muito feliz; porque significa a preservação desta cultura tão rica, e a divulgação das atrocidades e injustiças que aconteceram durante os séculos de Inquisição. A novidade é que o Brasil terá seu Primeiro Museu sobre a História da Inquisição em Belo Horizonte, Minas Gerais. O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus da Inquisição (ABRADJIN), instituição que já conta com mais de mil associados. A inauguração decorrerá no dia 19 de Agosto de 2012, e o objetivo é contribuir para a inclusão social e o combate à intolerância religiosa.
Veja abaixo um texto extraído do site oficial da ABRADJIN que fala um pouco sobre a Inquisição:
…”A inquisição chegou a Portugal em dezembro de 1496. Portanto, o Brasil “nasceu” durante plena Inquisição Íbero-lusitana, que durou quase três séculos e meio. Milhares de judeus portugueses foram forçados à conversão ao catolicismo sob pena de morte. Eram os chamados cristãos-novos, “Marranos”, “Anussim” ou mesmo “Criptos-Judeus”, que esperavam encontrar no Brasil um lugar mais seguro para se viver, longe das fogueiras inquisitoriais. Entretanto, em 1591, o país recebeu o inquisidor português Heitor Furtado de Mendonça, que instalou uma extensão do Santo Ofício para perseguir, processar, deportar, torturar e condenar esses imigrantes e seus descendentes, dos quais muitos terminaram executados nas fogueiras da Inquisição, em Lisboa. Este será o tema do primeiro Museu da História da Inquisição do Brasil.”….
O Museu sobre a História da Inquisição contará com:
* Uma biblioteca com mais de 350 obras, constituída por uma coletânea de raríssimos livros sobre a Inquisição, datados de 1637, e outros documentos originais anteriores a esta data;
* Um miniauditório com recursos de multimídia onde serão apresentados filmes sobre o período, além da exposição de fotos, gravuras, textos e objetos;
* Um banco de dados para pesquisas sobre a história e origem do povo judeu como um dos colonizadores do Brasil, muitos dos quais condenados e executados pela Inquisição;
* Vestuários da época e um pedaço do rolo de uma Torá que sobreviveu à perseguição inquisitorial na Espanha;
* Uma sala do museu, chamada “Memorial dos Nomes”, dedicada aos brasileiros. Nela constarão os nomes e números dos processos de condenação dessas vítimas da crueldade e da intolerância religiosa.
Maiores informações poderão ser obtidas pelo site www.anussim.org.br
Belo Horizonte – MG- Tel. 00 55 (31) 2512-5194
Se você estiver em São Paulo, há um ponto turístico imperdível, trata-se da ‘Casa das Rosas’ que é um imóvel localizado em plena Avenida Paulista, o pólo financeiro paulistano e local onde estão as maiores instituições financeiras do Brasil e América Latina. Para quem não conhece, a Avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.
Devido a fama que o local ganhou como sendo parte nobre da capital paulistana, grandes barões do café construiram lá seus palacetes. Com o progresso chegando a região, muitos palacetes foram demolidos dando a lugar a grandes edifícios sedes de grandes bancos e multinacionais.
Casa das Rosas – Foto de Delma Paz – Wikipédia
A avenida possui muitos restaurantes, nela se localiza o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e também o Parque tenente Siqueira Campos, também conhecido como Parque Trianon.
Na extensão da Avenida Paulista está a maior concentração de consulados da cidade, tais como os da: África do Sul, Albania, Argentina, Bélgica, Bolívia, Chile, Coréia do Sul, França, Índia, Itália, Japão, Jordânia, Libano, Luxemburgo, Mônaco, República Dominicana, Síria, Suíça e Taiwan.
Casa das Rosas – Foto de Marcelo Alves – Wikipédia
A ‘Casa das Rosas’ fica localizada no número 37 da Avenida Paulista (no Paraíso), o casarão foi projetado pelo escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo pouco antes de sua morte, tendo a construção terminada em 1935. A casa abrigaria a residência de uma de suas filhas Lúcia Ramos de Azevedo, que residiu na casa com o marido, o engenheiro Ernesto Dias de Castro. O imóvel foi habitado até 1986, quando sofreu desapropriação pelo governo do estado de São Paulo.
No ano de 1991 foi inaugurado no local um fabuloso espaço cultural de “Casa das Rosas“. Recebeu esse nome pois possuía um dos maiores e mais belos jardins de rosas da cidade. A Casa das Rosas é pontro crucial para intelectuais e turistas que visitam São Paulo, o local abriga exposições temáticas e também dá lugar a concertos, recitais e apresentações musicais específicas. Para saber mais sugiro uma visita ao site.
Catedral da Sé - São Paulo - Foto de Norio - Wikipédia
Em São Paulo (capital) temos muitos pontos turísticos que podemos considerar réplicas de outros pontos existentes em outros países como por exemplo a Torre do Banespa já citada aqui no Big Viagem, hoje vamos falar sobre a Catedral da Sé que para mim tem uma arquitetura muito similar a Catedral de Notre Dame de Paris. Localizada no marco zero da capital paulista em plena Praça da Sé a Catedral da Sé foi construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de São Paulo. Teve sua construção iniciada em 1913 e só terminou quatro décadas depois, sendo inagurada em 1954.
Catedral da Sé – São Paulo – Foto de Morio – Wikipédia
É considerada a maior igreja de São Paulo com 111 metros de comprimento, torres com 92 metros de altura e capacidade para 8.000 pessoas.É um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo.O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou uma enorme igreja em estilo neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias.
O órgão da catedral, construído pela firma italiana Balbiani & Rossi, tem cinco teclados e 12000 tubos. É o maior da América Latina.Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália. Certamente um ponto turístico importante da capital paulista, o único problema ao meu ver é a localização da mesma.
Estando em pleno centro de São Paulo a Praça da Sé abriga a estação de Metrô principal da cidade que faz ligações com diversos bairros da capital paulista, bem como com a periferia. O local é conhecido como perigoso e com grandes concentração de delinquentes, mendigos, batedores de carteiras e outros. Por isso todo cuidado é pouco caso você seja turista e não saiba andar muito bem por lá.
Catedral da Sé – São Paulo – Foto de Morio – Wikipédia
Evite pedir informações a estranhos, só peça a policiais. Evite carregar a mostra máquinas fotográficas, filmadoras, bolsas grandes, celulares, objectos de valor, correntes de ouro, anéis, relógios e afins.
A Catedral da Sé também virou ponto de concentração para manifestações púbicas como as ‘Mãe da sé’ que procuram seus filhos desaparecidos e muitas outras.A catedral está em meio a uma lista de imóveis antigos do centro que está em processo de tombamento.
Amácio Mazzaropi (1912/1981) foi um ator e cineasta que fez grande história na comédia brasileira e na história do cinema nacional. Filho de pai italiano e mãe portuguesa, Mazzaropi mudou-se aos 2 anos para a cidade de Taubaté, interior de São Paulo, passando alí grande parte de sua infância. Em 1935 iniciou sua vida de ator e desde então nunca mais abandonou a vida artistica, tendo realizado e participado de mais de 30 filmes, sendo que um deles, “Portugal… Minha Saudade” que teve locações em Taubaté, Coimbra, Fátima e Lisboa.
Após a morte de Mazzaropi, em 1981, o patrimônio construído por ele e tudo o que havia nos estúdios – câmeras, equipamentos, figurinos, cenários, fotos, carros equipados para externas – foi leiloado, vendido ou extraviado. Em 1992 foi criado o Museu Mazzaropi no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté (São Paulo), local sede dos estúdios de cinema de Mazzaropi, na década de 1970 e meados dos anos 80.
Depois da aquisição do local, em 1985, e de sua recuperação para uso como hotel, os proprietários, antigos conhecidos de Mazzaropi, deram início ao resgate da história da PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e criaram o Museu Mazzaropi para expor o acervo que, pouco a pouco, foi sendo recuperado por meio de aquisições, doações de fãs e de pessoas que trabalharam com o cineasta.
No acervo há mais de 20.000 itens entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e equipamentos que “contam” boa parte da carreira do artista. O museu é aberto à visitação e promove constantemente o atendimento aos alunos de escolas interessados em conhecer mais sobre a história do cinema nacional. O Museu Mazzaropi, em Taubaté, é uma iniciativa privada e sem fins lucrativos, mantido pelo Instituto Mazzaropi.
O Museu Afro Brasil situado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque Ibirapuera em São Paulo é uma grande contribuição para a preservação e divulgação da influência africana na formação do patrimônio cultural brasileiro. A instituição pública, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, apresenta aos visitantes 11 mil m2 contendo um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje.
Sua criação deu-se em 2004 a partir da coleção particular do Diretor Curador Emanoel Araujo, e nos últimos 10 anos tem contribuido imenso para a valorização histórica do universo cultural brasileiro. O Museu Afro Brasil conta com exposições de longa duração e exposições temporárias, estando divido em 06 núcleos: África: Diversidade e Permanência, Trabalho e Escravidão, As Religiões Afro-Brasileiras, O Sagrado e o Profano, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira.
Há possibilidade de visitação guiada por uma equipe de educadores, profissionais especializados e pesquisadores, para grupos de estudantes e para grupos turísticos, devendo-se contactar antecipadamente para maiores informações e marcações.
Convém lembrar que para visitação há algumas regras que devem ser seguidas, o visitante poderá conhece-las em: – Regras para Visitação
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – próximo ao Portão 10
04094-050 São Paulo/SP – Brasil – Tel: +55 11 3320-8900
Horário de Funcionamento
3ª feira a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h).
Exceto dias 24, 25 e 31 de dezembro e 01 de janeiro, dias que o Museu estará fechado.
Na última 5ª feira de cada mês, o Museu permanece aberto até às 21h para visitação noturna.
Situado na Rue Duphot, em Paris, o Hotel Le Burgundy surpreende não só pelo luxo, mas pelo bom gosto da decoração que faz com que o hóspede sinta-se como se estivesse em sua casa, num ambiente acolhedor, aconchegante e delicado. O lema do Le Burgundy é “Luxo contemporâneo que respeita o passado” já que o hotel encontra-se num edifício histórico datado de 1850, que foi totalmente remodelado para acolher um dos mais luxuosos empreendimentos de hotelaria dos últimos tempos.
O hotel oferece todos os serviços que os clientes de bom gosto esperam de um hotel de luxo: um restaurante gourmet, bar, spa com piscina, luxo que é raro encontrar no centro de Paris. Luminoso e arejado, os 51 quartos e 8 suites oferecem uma espaço confortável, tendo a decoração em 8 temas diferenciados que passam por tonas castanhos, fúcsia, azul, bronze e verde.
O toque especial fica pelo aroma que o hotel “emana”, ou seja, o Hotel Le Burgundy tem um perfume de marca própria que se faz sentir em toda a unidade hoteleira. O hotel dispõe ainda de uma área de recreação destinada as crianças, onde os pais podem deixar os filhos com tranquilidade enquanto fazem as compras pela bela capital francesa.
O Hotel Le Burgundy dispõe ainda de um serviço de organização de piqueniques nalguns dos mais emblemáticos parques da cidade, para tal é necessário solicitar o serviço antecipadamente.
Hoje o Bigviagem, traz para vocês mais um texto do nosso colaborador Pedro B. Infelizmente, para mim, e creio que para todos os leitores que apreciam os artigos do Pedro, este será o último.
Só tenho a agradecer ao Pedro B. pela gentileza nestes últimos meses de nos ter brindado com textos de altíssima qualidade e (na minha opinião) grande genialidade.
É bom saber que em Portugal, ainda temos “Pedros B.”, para mim é um alento diante de tanta mediocridade e idiotice que presencio no dia-a-dia. Obrigada Pedro B.!
A semente da violência
A minha semana começou como sempre. Levantei-me, fiz a minha higiene matinal, acordei os meus filhos, dei-lhes pequeno almoço, levei-os à escola e voltei para a minha casa para programar o meu dia e a minha semana de trabalho. Tudo normal, tudo dentro da rotina. Mas no retorno a casa, após deixar os meus filhos na escola, presenciei um fugaz momento de extrema violência entre 2 condutores, provavelmente a caminho do seu trabalho, quando estava parado num semáforo. Ao realizar este momento, começaram os “hyperlinks” dentro da minha cabeça que me levaram a escrever este artigo. A minha semana começou com violência e esse não é um sentimento que me agrada, por isso peço-vos desculpa, mas desta vez é assim.
O fugaz momento de extrema violência que presenciei passou-se entre 2 condutores. Enquanto estava à espera que o meu semáforo passa-se para verde, constatei que na faixa de rodagem contrária, um condutor dos seus 50 anos, abriu a porta do seu veículo, deixando a sua mulher no interior, e correu em direcção ao automóvel em frente dele para lhe dar um pontapé. Ensaiou o pontapé, mas não acertou, pois o veículo “vítima” arrancou a tempo. Mas, eis senão quando, cerca de 10 metros à frente, ouve-se um chiar de pneus e de dentro do veículo sai um jovem dos seus 30 anos, bruscamente e em corrida em direcção ao seu oponente. Bem no meio da estrada, os dois condutores envolveram-se numa briga, como murros, pontapés e sei lá o que mais, pois, entretanto, tive de arrancar e perdi o resto da cena.
O que é que levou a que 2 condutores, sem qualquer historial entre eles, se envolvessem numa luta, matinal, a caminho do trabalho, no meio da estrada, na presença de dezenas de outros veículos, todos eles também a caminho do trabalho? Que razões levam a que 2 pessoas proporcionem este deplorável espectáculo, assim, sem mais nem menos, de uma forma gratuita e inusitada, resultante de uma escaramuça de trânsito? Tem de haver muitas outras razões que vão muito mais além do acto rodoviário em si, pois a violência empregada era tal que, claramente, ambos os condutores estavam a extrapolar algo mais do que apenas uma manobra mais arriscada ou desrespeitosa.
No cruzamento a seguir cruzo-me com um carro da polícia com uma decoração diferente da habitual. Tratava-se de uma brigada especial da polícia criada para o turismo. No meu país não tinha conhecimento destas brigadas, até porque, creio viver num país altamente civilizado no qual o turista faz parte da paisagem social, tal como outro cidadão qualquer. Sucedeu-se o primeiro dos meus “hyperlinks” mentais fruto da correlação entre este acontecimento e a luta presenciada no semáforo mais abaixo – A violência não só está presente no nosso dia-a-dia, como assume as mais estranhas formas dissimuladas. Para existir uma brigada desta natureza é porque algo de muito errado se está passar com os turistas que nos visitam. E se é da policia que estamos a falar, certamente a violência estará envolvida.
Depois foi uma torrente de “hyperlinks” que correu. O cinema está carregado de violência, que confunde este sentimento com emoções fortes e abusa de uma receita assente na exploração da imagem-excesso desenhada para que o receptor se sinta poderoso e perfeito como o herói que desfila na tela diante de si. A televisão intoxica-nos de violência, desde aquela que é usada nas notícias até simples trocas de palavras nos programas da manhã, onde apresentadoras impreparadas e irresponsáveis incitam os espectadores a fazerem justiça pelas próprias mãos ou a desrespeitar inúmeros pilares civilizacionais que fazem parte da nossa identidade enquanto povo, enquanto nação. É como se a violência deixasse de se constituir como um tema em si e passa-se a fazer parte da receita “estética” aplicada a estas produções, como se deixasse de fazer parte da narrativa e passasse a constituir-se como a essência destes produtos.
A violência também se manifesta em paradoxos interessantes. Tóquio, a maior metrópole do mundo, com cerca de 26 milhões de habitantes, caracteriza-se como a cidade mais segura do mundo. No entanto, é nesta cidade que mais se consome violência, materializada nos milhões de livros de banda desenhada “manga” que se vendem diariamente, abordando assuntos de extrema violência, física, sexual e emocional. O Rio de Janeiro, berço da Bossanova e do “easylife”, do amor pelas coisas simples e naturais é assolado desde há muitos anos por episódios diários de extrema violência, desde raptos, a assassínios e roubos. Os países árabes que submetem a sua constituição ao primado da teologia, assente nas leituras do Alcorão, apresentam índices de crime e de roubo muito abaixo de todos os restantes países. Mas são nesses pacíficos países que surgem aberrações como a Irmandade Muçulmana que está a redefinir os próprios cânones da violência, usando esta como elemento de um espectáculo que ninguém quer ou deseja, mas que nos é imposto de uma forma implacável.
E poderia continuar a expor-vos os meus “hyperlinks” que resultaram daquele incidente matinal, mas vou-vos poupar a isso, porque este artigo ganharia contornos de um ensaio interminável, pois a violência poderá ser aferida de praticamente todos os actos e detalhes da nossa vida. Inclusive a não-violência é, em si, um acto de violência. Deixaria de o ser se passássemos a chamar a violência de “não-pacífico”, o que soa muito estranho, ao passo que a “não-violência” faz parte do nosso léxico (a título de exemplo, o meu corrector ortográfico automático assinala como erro o “não-pacífico” enquanto a “não-violência” assume como correcto – a violência também tece as suas teias junto dos correctores ortográficos automáticos).
Mas o que tem tudo isto a ver com o assunto que o fez chegar até aqui ao Bigviagem? Será que a violência também é um dos ingredientes presentes na indústria do turismo? Sem dúvida.
Desde os atentados terroristas dirigidos a turistas, que funcionam como um “statement” politico para o resto do mundo, esquecendo-se os terroristas que as pessoas que executaram provavelmente estiveram a vida toda a acalentar um sonho que finalmente se realizou, até à ditadura imposta pelo mercado que obrigam um país a subjugar-se a imperativos de consumo para satisfazer hordas de turistas sem qualquer preocupação pelo meio que visitam. Este tipo de violência destrói culturas e identidades sem qualquer misericórdia, tudo em função do dinheiro fácil e imediato, com resultados satisfatórios a curto prazo, mas absolutamente destrutivos no médio e longo prazo.
Poderíamos viver sem violência? Não, não poderíamos. Ela faz parte, como já o disse, da condição humana. Mas temos a obrigação de a reconhecer, de a contrariar e de a reinventar com o intuito de fazer com que cada uma das suas estocadas seja menos prejudicial para nós, enquanto turistas, enquanto cidadãos, enquanto seres humanos. Novas formas de violência serão inventadas, certamente, mas a nossa luta será implacável, “violenta” mesmo, para que num futuro próximo possamos empregar a “interrupção da paz” no lugar de “violência”.
E é com a violência que me despeço de todos vós, leitores do Bigviagem. Foi um prazer partilhar com todos vós mais de 26.000 palavras ao longo de 26 artigos. Deixo um agradecimento especial à Kátia Pinheiro por me deixar intrometer no seu blog. Obrigado e bem hajam.
Hoje o nosso colaborador Pedro B. fala sobre um tema que geralmente os viajantes adoram. Se você gosta de viajar é quase certo que também adora souvenirs. Eu adoro souvenirs, aliás gosto tanto que tenho um monte de souvenirs inclusive da cidade onde vivo cá em Portugal. Assim como os amantes de viagem, eu acho que uma viagem sem um souvenir não é viagem. Quando viajo, sempre separo uma verba destinada as “tranqueirinhas” que vou vendo pelo caminho e claro não resisto comprar. E vocês? Concordam? O que acham do souvenir?
O dilema do souvenir
O souvenir é indissociável do turismo e traduz um sentimento universal a todas as culturas e geografias. Qualquer cidade ou lugar que vamos está munido de locais repletos de objectos capazes de nos despertar esta necessidade que temos de perpetuar a nossa memória. Trata-se, portanto, de uma espécie de materialização da memória. E porque é que temos necessidade disso? Será que não basta a nossa memória? Será que as fotografias são insuficientes? Porque é que a indústria dos souvenirs continua a ter sucesso depois de tantos anos e assente num modelo com muitas poucas variações? Porque é que não nos fartamos dos souvenirs? E porque é que os compramos sabendo de antemão que esses objectos presentes nas lojas de souvenirs são tudo menos autênticos (nem que seja pelo facto de estarem numa loja de souvenirs e não no seu habitat de origem)?
Julgo que a resposta se encontra associada a um conceito que me encanta sobremaneira. A indústria dos souvenirs tem sucesso e nunca deixará de ter porque, acima de tudo, uma viagem é a mais perfeita tradução do efémero. Segundo a wikipedia, o efémero são coisas ou sentimentos que são transitórios, passageiros ou que duram pouco tempo. Trata-se de uma definição fria e bastante concreta. No entanto, o efémero é um território vastíssimo que alimenta a nossa imaginação como poucos conceitos e que serve, frequentemente, de ponto de partida a poetas, músicos, pintores, artistas em geral, políticos (porque não?), desportistas, enfim, todos têm lugar nesse maravilhoso conceito com uma capacidade de fascinação ímpar.
Gerir os sentimentos efémeros também é uma magna tarefa. Sendo uma viagem efémera, ou seja, uma coisa transitória, passageira, como fazer para tirar o melhor proveito dela e não me frustrar quando chega ao fim? Julgo que a má gestão do efémero deverá ser a principal causadora do flagelo da depressão que nos assola. Mas se eu compreender a magnitude do efémero, tenho a certeza que não só tirarei mais proveito daquele momento que durou pouco tempo, como terei a capacidade de o integrar no meu quotidiano e torná-lo um pouco menos passageiro.
Os souvenirs são uma espécie de antídoto contra o efémero e quem os fabrica sabe-o muito bem. Saber que uma coisa boa irá acabar em breve não nos é agradável. Os nossos instintos levam-nos a querer perpetuar esse sentimento a qualquer preço. É uma coisa animal, descontrolada. Quem nunca sentiu uma espécie de mini depressão quando regressamos a casa depois de uma viagem fantástica? Pois bem, os souvenirs ajudam-nos nesses momentos, qual anti-depressivo, e combatem esse vazio que se instala, pois remetem-nos para sensações boas, para memórias de momentos extraordinários. Os souvenirs são uma espécie de fantasma da nossa viagem que nos assombra e nos ajuda a esquecer as agruras do nosso dia-a-dia.
Mas não são suficientes e, quanto a mim, retiram um pouco da poesia do efémero que tanto gosto e que julgo ser o ingrediente secreto das viagens. Mas isto significa que os souvenirs deverão ser banidos ou ignorados? Julgo que não. Acabar com os souvenirs seria acabar com uma tradição e um sentimento intrínseco à nossa condição de seres humanos. O souvenir é muito mais do que um produto turístico. É uma memória materializada, um sentimento com átomos e isso tem um valor incalculável. Desde sempre, desde o início dos tempos, que nós coleccionados souvenirs, desde as cabeças dos nossos inimigos, até às pedras preciosas e obras de arte. O que defendo é que nós, enquanto beneficiários do souvenir, devemos conferir um valor mais nobre, quase transcendental, a estes peculiares objectos.
Este é o verdadeiro dilema do souvenir: Como fazer com que um objecto tenha a capacidade de perpetuar o efémero? E se falamos de perpetuação então o efémero deixa de fazer sentido. É aqui que entra a poesia. É aqui que o souvenir nos vai ajudar a encontrar o caminho do efémero e nada mais.