As festas de final de ano estão próximas, Natal, Ano Novo, promessas garantidas de muita animação, mas também é o momento de dúvidas para muitas pessoas, e os nossos leitores não seriam diferentes. A grande dúvida que atormenta algumas pessoas: – Viajar a dois no Natal e Ano Novo, sim ou não? Todos os anos recebemos imensos emails pedindo a nossa opinião sobre esse tema.

Já escrevi aqui no Big Viagem sobre isso, hoje mais uma vez contamos com a colaboração de Pedro B. que nos ajuda a refletir sobre isso mais detalhadamente, tenho certeza de que vocês vão gostar!

Viajar a dois no Natal e Ano Novo, sim ou não?

Viajar a dois no Natal e Ano Novo, sim ou não?

Esta é uma dúvida difícil de desfazer. Desde já lhe aviso, caro leitor/a, que a sua dúvida vai persistir depois de ler este artigo, por isso se tiver coisas mais importantes para fazer, não perca tempo com isto.

Estabelecidas as regras vamos a isto.

O Natal e o Ano Novo são épocas ideais para viajar. Vamos pôr de parte todo o peso da tradição e dos hábitos seculares a que esta época está associada e vamos ser práticos. Esta é mesmo uma das melhores alturas do ano para viajar, senão vejamos:

– Inúmeras pessoas estão neste momento com esta dúvida, significando que vão pensar sobre o assunto e dentro em breve vão decidir. Desde logo, 50% dos indecisos não vão viajar, pelo que o seu destino de férias estará 50% mais vazio do que estaria numa altura normal de férias;

– O frio e o mau tempo está no seu auge para os habitantes do hemisfério norte. A si, só lhe apetece fugir para um clima quente. Esta é a oportunidade ideal para transformar o seu horrível inverno num verão quente e envolvente e encher de inveja os seus colegas e amigos. Para os habitantes do hemisfério sul esta razão não faz qualquer sentido. Mantenham-se nas vossas latitudes, por favor. Não há nada de encantador na troca de um clima quente por chuvas, frio e engarrafamentos urbanos, com pessoas loucas à procura dos últimos presentes para oferecer no Natal.

– A partir do meio do mês de Dezembro as empresas “param”. A atenção as pessoas está centrada nas festividades, significando que uma ausência no seu posto de trabalho é menos grave e comprometedora.

– Os engarrafamentos, a loucura das compras, a falta de lugares de estacionamento, o trânsito nas estradas, a quantidade absurda de almoços de natal corporativos e de outras naturezas, as brigadas de trânsito da polícia à busca das multas, os cinemas cheios, as crianças mal educadas nas lojas, as filas intermináveis nos supermercados e hipermercados, os espetáculos de Natal, a programação televisiva, entre muitas outras coisas, não são uma perspectiva brilhante. Fugir de tudo isso é muito tentador e certamente prenúncio de uma vida mais saudável.

Mas esta é, claramente, uma perspetiva funcional. Vamos inverter isto e vamos agora discorrer à luz de uma perspetiva emocional, porque, na verdade, o Natal é uma celebração e a emoção, o seu principal motor. Assim sendo, de ponto de vista emocional, viajar nesta altura do ano não é bom porque:

– Esta é uma celebração da família e dos amigos. Em mais nenhuma altura do ano isto é tão presente e por isso não quero dispensar este momento tão importante. Quero marcar presença, quero desfrutar de todos os lugares comuns associados a esta grande festa e quero viver o “espírito natalício” com todos os que me são próximos e queridos;

– A quantidade de opções culturais e de entretenimento proporcionada pela minha cidade nesta altura do ano são imbatíveis. Aproveitar estas oportunidades, muitas delas gratuitas, é um privilégio.

– Para quê gastar dias de férias na minha empresa, quando, na verdade, pouco se faz nesta altura e privilegia-se, principalmente, o convívio entre colegas, chefias e todos os níveis da empresa. É uma ótima oportunidade para ficar a conhecer melhor os meus colegas, quem sabe fazer novas amizades e desfrutar dos feriados e dos dias livres proporcionados pelos jantares e celebrações de empresa.

– Vou gastar uma fortuna em prendas, em jantares e em inúmeras outras coisas. Por outro lado, recebo o meu subsídio de férias que, bem gerido, posso finalmente comprar aquele casaco ou aqueles sapatos que não tive coragem de o fazer ao longo do ano inteiro e com sorte ainda me sobra algum para as minhas poupanças. É uma altura ideal para por as minhas finanças em dia e preparar, da melhor forma possível, o novo ano que se avizinha.

Já o tinha avisado, caro leitor/a, que este texto é um beco sem saída. Esta época é tão rica em novidades e possibilidades que qualquer perspetiva é boa ou válida. Para fecharmos em beleza resta-me emitir a minha humilde opinião, que em boa verdade até é bastante democrática pois contempla as 2 situações possíveis para esta época.

Não concebo celebrar o Natal afastado da minha família e dos meus amigos. Não me imagino num local em que o seu exotismo ou sofisticação consigam sobrepor-se à magia da noite de Natal. Tremo só de pensar, que a minha noite de 24 de Dezembro, será passada num quarto de hotel, sem estar rodeado daqueles que me são próximos e que constituem os principais referenciais da minha vida. Eu não viajaria nesta altura, mas no dia 26 estaria a fazer as malas…

Mas a noite de fim de ano é diferente. Acabadas as festas natalícias e os inúmeros banquetes e celebrações, preciso agora de tempo para mim. Por isso, idealmente, no dia 26 de Dezembro estaria a embarcar, com o meu amor, para um destino bem exótico, preferencialmente no hemisfério sul, bem longe de qualquer coisa que me fizesse lembrar a minha vida “normal”. E investiria bastante nesta viagem, pois começar o ano em festa, com a pessoa que eu adoro, pode ser o prenúncio de um novo ano absolutamente memorável.

Bom Natal e Feliz Ano Novo!

4 COMENTÁRIOS

  1. Qual o problema em viajar apenas com a minha esposa, ou seja sozinhos em pleno Natal?
    Acho estas datas mero comércio e não acho que ninguém seja obrigado estar com a familia só porque é Natal. O ano passado eu e minha eposa fomos sozinhos para FINLÂNDIA, foi o Natal mais lindo de nossas vidas e a realização de um grande sonho. Acho que o povo faz muito “mi mi mi” com esta ladainha de ser obrigado a ficar em familia em datas especiais. Acho que cada um sabe de sua vida.

  2. Concordo com quase tudo dito no texto, só acho que entre as festas dá para fazer umas fugidinhas e ir conhecer aquele sítio/Cidade que fica demasiado perto para as férias e demasiado longe para ir e vir no mesmo dia 🙂

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