Quem conhece a história do Brasil deve se lembrar da famosa Marquesa de Santos, ou Dona Domitília de Castro do Canto e Melo. A Marquesa de Santos, brasileira, nascida em 1797 e falecida em 1867, foi a célebre amante de Dom Pedro I, imperador do Brasil. Ao contrário do que muitos pensam Domitília não era uma qualquer, ao contrário, era filha do português  Visconde de Castro e de uma nobre dama da alta sociedade carioca; e seus dois irmãos tinham altos postos exército brasileiro.

A Marquesa de Santos era divorciada e mãe de 3 filhos, conta-nos a história que o divórcio se deu porque ela era frequentemente espancada pelo marido um oficial renomado do Corpo dos Dragões da cidade de Vila Rica. Em 1822, Domitília conheceu Dom Pedro I, dias antes da proclamação da Independência do Brasil, em 29 de agosto de 1822. O Príncipe-Regente estaria voltando de uma visita à Santos , quando recebeu, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, duas correspondências que lhe davam conta que doravante apenas receberia e acataria as ordens vindas de Lisboa; indignado gritou “Independência ou Morte”.

Muito bem, desde então D. Pedro I (D. Pedro IV em Portugal) sentindo-se  livre, leve e solto, e sem mais o domínio do seu pai D. João VI, viu-se mais do que livre para as suas peripécias amorosas.  Eis então que surge na vida do nobre a bela Domitília, que passou a viver luxuosamente por volta de 1826 numa rica casa no bairro São Cristóvão, perto da Quinta da Boa Vista, onde segundo dizem D. Pedro I também vivia. Deixando os meandros do romance do casal um pouco de lado, dado que se assim não o fosse, ficariamos aqui até a amanhã; o certo é que a conhecida “Casa Amarela” hoje abriga o  famoso Museu do Primeiro Reinado.

O Museu do Primeiro Reinado é dedicado, como o nome sugere, à preservação da memória do período do reinado de Dom Pedro I no Brasil; foi criado em 1970, sendo inaugurado em 12 de março de 1979. Para além da beleza arquitetónica iningualável do palacete,o acervo inclui mobiliário, artes decorativas, pinturas e outros objetos que reconstituem os ambientes elegantes e o modo de vida da aristocracia brasileira do início do século XIX no Rio, o e com documentos visuais que ilustram a evolução urbanística do bairro onde se localiza.

O local atrai anualmente milhares de turistas, em especial os portugueses que desejam conhecer mais ávidamente um pouco do que se passou no Brasil colonial. Aconselho vivamente a visita, até porque a região do Alto da Boa Vista é considerada uma das mais belas localidades do Rio de Janeiro; e onde se pode ver onde viveu a corte de D. João VI desfrutando do bom e do melhor, enquanto Portugal sofria para se livrar de Napoleão.

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São Cristóvão – Rio de Janeiro
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